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Estudos contra o câncer focam em ‘jogadas’ genéticas e terapêuticas para aumentar sobrevida

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10/01/2018

 

Berlim - "É preciso jogar xadrez com o câncer”, afirmou Dieter Weinand, presidente farmacêutico da Bayer, durante o encontro anual da empresa com a mídia, no fim do ano passado, na Alemanha. A frase tenta resumir o foco dos estudos voltados para o tratamento da doença hoje no mundo: o máximo controle possível do câncer, até em estágios mais avançados. Assim, mesmo quando não há uma cura à vista — o que já ocorre em mais de 50% dos casos no Brasil, segundo a Fundação do Câncer —, o objetivo é sempre aumentar a sobrevida.

— Fazer uma jogada terapêutica, muitas vezes, é o caminho para driblar a doença. Há casos em que você estende a vida por 4, 5 anos, quando esse prazo antes era de, no máximo, seis meses — disse a gerente médica da Bayer no Brasil, Fabíola Puty, ressaltando que, para isso, é preciso estudar e entender a assinatura genética dos tumores, o que é bem complexo.

Para o cirurgião oncológico e diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni, o câncer já deve ser considerado uma doença crônica, e não aguda:

— Com os estudos de biologia molecular, de genética e de oncogenética sabemos que, quando falamos de câncer de mama, por exemplo, há diversos subtipos moleculares diferentes e, com esse conhecimento, é possível sintetizar medicamentos para essas alterações genéticas.

Maltoni ressalta ainda que os desafios da cura do câncer hoje estão relacionados, principalmente, a acesso ao diagnóstico e à informação.

— Nos países em desenvolvimento há muita desinformação, muitos mitos. O diagnóstico não é um atestado de óbito. Também é fundamental lembrar da importância de cuidar da própria saúde, de se alimentar adequadamente, evitando consumo excessivo de carnes vermelhas e bebidas alcoólicas, e não fumar. Quanto mais precocemente conseguimos detectar, melhor a chance de tratar de maneira adequada.


A jornalista viajou a convite da Bayer.

Fonte: Jornal Extra

 

 

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